Texto: Jerônimo Rubim
A negligência do governo atual com os órgãos de defesa ambiental e a consequente devastação no Brasil têm assustado especialistas e governos de todo o planeta. O aumento de 73% na taxa de #desmatamento da Amazônia desde 2018, tirou o Brasil do papel de referência mundial em preservação, para se tornar um país que fomenta a destruição das florestas. Este sintoma resulta do enfraquecimento dos órgãos de proteção e de grandes cortes no orçamento para o tema, que é o menor em 17 anos, com cerca de R$ 4 bilhões, quando em 2014 o investimento era de R$ 13 bilhões.
Florianópolis integra um dos biomas mais devastados, que é a Mata Atlântica. Aqui também vê-se o enfraquecimento da Fundação Municipal do Meio Ambiente – Floram, que é responsável pela aplicação das políticas ambientais. Hoje, por exemplo, o órgão detém apenas 18% do quadro funcional próprio, preenchido. Das 20 vagas previstas em lei, para fiscais de nível superior, apenas 4 estão preenchidas: FALTAM 16 FISCAIS AMBIENTAIS.
Ibama, ICMBio, Inpe e outros órgãos-chave para o combate ao desmatamento foram atingidos em cheio com os cortes, registrando também diminuição na execução orçamentária: em 2021, o governo deixou de usar 30% dos recursos destinados à prevenção e controle de queimadas, por exemplo. Além disso, o assédio moral com ameaças, punições, transferências e exonerações, viraram relatos comuns. Um dos episódios mais emblemáticos da brutal interferência do governo federal foi quando o diretor do INPE, Ricardo Galvão, foi demitido ao divulgar o aumento do desmatamento (2019).
A POLÍTICA DE DESINVESTIMENTO desses órgãos, aliada à agenda antiambiental no Congresso, montam um CENÁRIO ASSUSTADOR E LETAL para as atuais e futuras gerações.
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