PRESERVAÇÃO AMBIENTAL E PLANEJAMENTO URBANO: INSTRUMENTOS PARA UMA CIDADE SAUDÁVEL

Por jeronimorubim | Ter, 24/01/2023 - 15:40
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A saúde em ambientes urbanos é uma crescente preocupação e sofre várias ameaças: poluição, estresse, vulnerabilidade social e econômica, segurança, conforme afirma Bárbara Bonetto*, Mestra em Saúde Pública e Saúde e Educação da Comunidade (Southern Illinois University - SIU). Morar em cidades aumenta a probabilidade do surgimento de várias doenças transmissíveis e doenças crônicas não transmissíveis, assim como de doenças mentais tão predominantes nestes tempos como depressão e ansiedade. 

A Organização Mundial de Saúde (OMS) define saúde  como "um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente ausência de afecções e enfermidades".
 
A criação de cidades saudáveis requer cooperação entre acadêmicos, comunidade e especialistas de saúde pública e planejamento urbano, colocando a saúde como peça central nas decisões sobre investimentos.
 
É importante destacar o papel que o contato com a natureza tem sobre a saúde. Bonetto informa que “pessoas que têm mais contato com áreas verdes no seu dia a dia reportam aumento de bem-estar, diminuição no estresse e menor risco de obesidade e doenças cardíacas”. 

Florianópolis nesse ponto é privilegiada, pois sua exuberante Mata Atlântica auxilia na melhoria da qualidade do ar, na regulação climática, na manutenção e no aumento da disponibilidade de água, da umidade do ar, de paisagens agradáveis para usufruto que, por sua vez, favorecem o equilíbrio ecológico e emocional das pessoas e de todo o ambiente da cidade. 
 
Quando pensamos em planejamento urbano, é inevitável associá-lo à necessidade de conservação do Bioma Mata Atlântica, possibilitando, assim, que os seus benefícios possam ser permanentemente usufruídos.
 
Por isso, ressaltamos a importância do previsto no Plano Diretor vigente, que reconhece o valor ambiental de grandes extensões de terras na ilha, criando critérios específicos para uso e ocupação, cautela necessária para evitar alagamentos em áreas urbanas, a degradação das belas e tão procuradas  paisagens, de ecossistemas e a sua fragmentação. 
 
Além de ter importante papel para manutenção de atributos naturais e culturais, é do planejamento urbano que resultam espaços públicos com equipamentos de lazer e áreas verdes para uso da população. 
 
É por meio do planejamento urbano que se estabelecem, também, as zonas adequadas ao uso e à ocupação, visando o bem estar coletivo e o resguardo de recursos para gerações futuras. 

Infelizmente, a última reforma administrativa municipal, aprovada na Câmara Municipal de Vereadores em dezembro de 2022, a transferência de funções de fiscalização ambiental para a Guarda Municipal, e o projeto de lei de revisão do Plano Diretor (em tramitação na CMF), refletem o descaso da gestão municipal com a preservação ambiental e o planejamento urbano de Florianópolis. Para entender melhor, leia as publicações da ASUMA nos links abaixo.
 
*https://www.archdaily.com.br/br/876411/cidade-saudavel-a-relacao-entre-planejamento-urbano-e-saude-publica.

Link para nossa análise da reforma administrativa: https://asuma.com.br/site/node/31

Link para a nota da Asuma sobre o Plano Diretor de Florianópolis: https://asuma.com.br/site/planodiretorfloripa1

Link para nossa análise da Asuma sobre a transferência de funções de fiscalização ambiental para a Guarda Municipal: https://asuma.com.br/site/node/22